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REFLEXÕES EM FILOSOFIA DA HISTÓRIA: A QUESTÃO DA CAUSALIDADE

Alexander Weller Maar

ISBN: 978-65-5889-214-4
DOI: 10.46898/rfb.9786558892144

Presentación

Durante meus anos iniciais na academia presenciei constantemente uma questão que sempre me chamou atenção: o grande cuidado com que historiadores se referiam, nas raras vezes em que o faziam, à questão da causalidade histórica. Havia um temor aparente de que falar em causas implicaria na adoção de um modelo positivista, arcaico, ultrapassado... Escutei afirmações do tipo: ‘falar em causas significa cair no determinismo e negar a liberdade do sujeito’; ‘falar em causas significa que se compreende a história como um mecanismo de causa e efeito’;1 ou ainda que ‘não há causas, apenas projeções mentais dos historiadores que fazem surgir o conhecimento.’
Diante desse melindrar diante do termo ‘causa’ observei certos desvios linguísticos: ao invés de ‘causas’ falava-se de descrição dos antecedentes, das aparentes motivações dos agentes, das possibilidades contingentes, da eterna reescritura da história e seus eventos, da interpretação subjetiva das fontes e da influência do historiador nas interpretações dos eventos e suas relações... Trata-se de uma forma de ceticismo quanto à possibilidade de a historiografia retratar a realidade. Essa forma de se expressar, além de confusa e pouco precisa, sempre me colocou a questão: se a escrita da história é uma simples interpretação subjetiva, no que ela difere de simples literatura?

Fecha de publicación:

29 de setembro de 2021 23:50:34

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