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PESQUISAS INTERDISCIPLINARES NA AMAZÔNIA TOCANTINA: SABERES E FAZERES EM DIÁLOGOS

Daniele da Silva Costa
Diselma Marinho Brito
Kélli Cristina de Jesus Ferreira Costa
Maria Rosilene Maués Gomes
Pedro Chaves Baia Júnior

ISBN: 978-65-5889-205-2
DOI: 10.46898/rfb.9786558892052

Presentación

Tempos difíceis ... lutar pela vida... lutar permanentemente pela afirmação de direitos. Ah Esperança! Esperançar sempre!
A educação brasileira ao longo de sua história sempre buscou, em meio ao processo de ensinar e aprender na escola, a afirmação de direitos diante de sua diferente construção identitária.
O contexto da região do Baixo Tocantins, no Estado do Pará, com sua singularidade em seus aspectos regionais cercado por ilhas, estradas, ramais, áreas urbanas, vem também construindo saberes e fazeres nas escolas que se modificam e se constituem na relação com o outro. Nesse interim, a educação vem se fortalecendo também pelos estudos, produções do fazer da escola. Fazer diverso, fazer plural.
Estamos vivendo tempos difíceis, acirrados desde o ano de 2020 com a Pandemia da COVID-19. Tempos de luta pela vida. Tempo de luta pela afirmação de direitos. Tempo de se reencontrar. Tempo de se isolar. Tempo de esperançar.
Um tempo que é fortalecido pelas relações de um “novo”. Uma nova forma de dialogar, de debater, de reinventar a vida. Um tempo de fazer um encontro de escritos de diversas experiências calcadas por homens e mulheres.
Apesar desse contexto de tempos difíceis, mas também de esperanças, produzimos esta obra costurada pelas mãos de vários educadores da Amazônia Tocantina, a partir de diálogo e diálogos realizados no Grupo de Pesquisa em Educação Básica Interdisciplinar da Amazônia Tocantina (GPEBIAT), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Abaetetuba. Nasceu, portanto, das recorrentes produções acadêmicas e ações que desenvolvemos, enquanto educadores deste território, mas que, na maioria das vezes, não recebem a publicidade devida e ficam ou adormecidas nas bibliotecas de nossas instituições e/ou tem um fim em si mesmo, quando se trata de práticas exitosas.
Compõem então esta obra textos elaborados por professores pares que atuam nas escolas da rede municipal, estadual e federal, que sentiram o desejo de participar do GPEBIAT, e conosco vêm construindo a beleza do diálogo interdisciplinar, sendo o primeiro deles “Formação continuada de professores da EJA: a experiência no curso de extensão do IFPA”, cujos autores são Maria Rosilene Maués Gomes e Diselma Marinho Brito, as quais socializam a experiência exitosa, enquanto professoras formadoras, de um curso de extensão voltado à formação continuada de professores que atuam na EJA, na região do Baixo Tocantins, sensibilizando-os para a especificidade do público específico que trabalham e para a importância de desenvolver metodologias diferenciadas que relacione teoria e prática em conformidade com a realidade dos sujeitos da EJA.
O texto seguinte “Entre rios, matas e florestas: um estudo bibliográfico sobre o currículo e a formação de professores no campo”, de autoria de Daniele da Silva Costa, Élida Silva Ferreira e Lana Larissa dos Prazeres Moreira, apresenta as inúmeras barreiras que dificultam a promoção da valorização do currículo do professor do campo, bem como a formação de professores, haja vista que nem sempre as políticas públicas educacionais alcançam por completo suas reais necessidades e a precariedade estruturais de escolas localizadas no campo permanecem e por que não dizer, se perpetuam.
Dando continuidade a esse diálogo os dois textos seguintes discutem a relação dos movimentos sociais com a escola. No primeiro “Movimentos sociais rurais e a educação do campo: uma análise de um movimento social ribeirinho na Amazônia tocantina no estado do Pará”, os autores Josiel do Rego Vilhena, José Roberto Ferreira Gonçalves e Kélli Cristina de Jesus Ferreira Costa, analisam as características dos movimentos sociais ribeirinhos e destacam suas estratégias de luta nas quais a educação do campo é a pauta central na consolidação de seus direitos. Já no segundo, “Educação de Jovens e Adultos e movimento social na Vila de Beja/Abaetetuba-Pa”, os autores Alessandra da Costa Marques, Diselma Marinho Brito e Edison Marinho Teles Filho se ocupam em desvendar se os movimentos sociais têm participação ativa na Educação de Jovens e Adultos e destacam que a relação ainda é estreita no tange os movimentos sociais
Essa trilha investigativa apresenta ainda o trabalho “A identidade profissional do gestor da educação infantil”, de autoria de Marcicleide Cardoso Moraes, Janete Maués da Cunha e Laura Maciel da Costa, que enfatiza a identidade profissional do gestor da educação infantil, tendo como parâmetro a qualidade da gestão democrática escolar como propulsora das condições adequadas para o processo de ensino aprendizagem dinâmico e lúdico que envolve a educação infantil.
E olha que belo! Na sequência, o trabalho “Aprendizagem e aprendizados de uma professora dos anos iniciais em um contexto de Lesson Study Híbrido”, dos autores Andrey de Paula e Dario Fiorentini, dialoga sobre as narrativas das aprendizagens e os aprendizados de uma professora dos anos iniciais do ensino fundamental, ao participar de um contexto de Lesson Study Híbrido (LSH).
E a trilha continua, com as reflexões do trabalho “Dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita dos alunos nos anos iniciais do ensino fundamental na Escola Municipal Comandante Germano”, dos autores Maria Cristina Quaresma e Silva, Maria do Socorro Quaresma e Silva e Nielson do Socorro Nunes Cardoso, que analisam as dificuldades de aprendizagem relacionadas a aquisição da leitura e escrita e os procedimentos pedagógicos para lidar com alunos que apresentam tal dificuldade.
E claro, não podendo deixar de abordar discussões ao que tange o processo de expansão da educação ambiental na educação básica, o trabalho “Concepções e práticas relacionadas a educação ambiental no ensino fundamental: um estudo em escolas do campo de Abaetetuba, Pará”, de autoria de Josiane Silva de Abreu e Pedro Chaves Baia Júnior, destacam o baixo nível de entendimento sobre os objetivos da educação ambiental entre os educadores pesquisados.
Em meio ao tempo difícil que estamos vivendo da Pandemia COVID – 19, apresentamos ainda uma investigação-ação em tempo presencial e de pandemia na modalidade remoto do ensino e aprendizagem de duas turmas de meio ambiente em momentos distintos do IFPA Campus Abaetetuba, de autoria de Ruan Ingliton Corrêa Feio e José Pinheiro da Costa Júnior e intitulado “Uma proposta metodológica para o ensino de soluções embasado em uma problemática sanitária e subsidiada pela Teoria da Aprendizagem Significativa”.
E para finalizar nossa construção entrelaçada de mãos tocantinas, abordaremos reflexões sobre “A importância da participação da família no processo de ensino aprendizagem do aluno/a surdo/a”, de autoria de Amanda Cristina Passos dos Santos e Kedma dos Santos Bitencourt.
Se envolvam de Esperança. De Esperançar sempre. Boa leitura!
Os organizadores

Fecha de publicación:

21 de outubro de 2021 23:59:47

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